O sistema e a insegurança
Desde que o mundo existe, os seres vivos buscam segurança. Seres humanos criavam tribos e mais tarde sociedades e democracias, a fim de tentar alcançar segurança e estabilidade, pois elas são a base da vivência e da evolução.
No Brasil, não é novidade que esses dois pontos são escassos em vários casos.
Vemos o baixo investimento dos governos em suporte aos agentes de segurança, bem como em valorização dos mesmos. Com isso, esses agentes já partem de um princípio de atuação, com dificuldades profissionais (além de financeiras e até mesmo psicológicas, em alguns casos).
Nesse sentido, a segurança pública fica prejudicada em sua raiz. Quando realizam apreensões de indivíduos delituosos, o poder judiciário possui leis que determinam, em muitos casos, a soltura dos mesmos indivíduos, que certamente voltam pra mesma vida delituosa, pois não tiveram represália, nem incentivos ou direcionamentos para mudarem de rumo.
Multiplique isso aos casos infindáveis de delitos que o Brasil possui e é fácil saber que estamos vivendo em uma fábrica de crimes a céu aberto.
A culpa em si não é do judiciário, que fique bem claro! O sistema todo do tecido social faz com que a sociedade desague nessa realidade.
Normalizamos a promiscuidade entre políticos e empresários - e também autoridades, como nos casos da JBS na Lava-Jato e mais recentemente, do Banco Master e autoridades.
Quase todos que praticam crimes no Brasil, não possuem muitas represálias para mudarem de vida. Suporte (quando necessário) e, direcionamento especializado, para mudanças dos infratores, estão anos luz distantes da nossa realidade.
Nesse sentido, ricaços também seguem a mesma lógica.
Nenhuma instituição isoladamente é responsável pelo estão atual em que o Brasil se encontra. É um vício estrutural profundamente enraizado em nossa sociedade e estado brasileiro.
Podemos lembrar também, que essa insegurança desagua em aspectos financeiros, como derrocadas nos moldes da que ocorreu na Oi - que vitimou desde acionistas minoritários até fornecedores e credores.
Nada nesse caso, até o momento, está sendo feito para ressarcir os prejuízos, e os responsáveis dificilmente serão identificados (quissá, punidos).
Isso gera insegurança financeira, além da instabilidade política, entre outras, pois aqui tudo parece que não é o que parece.
A saída para essa crise? Não existe um só responsável e muito menos uma "bala de prata". Teríamos que pensar um modelo de sociedade que priorizasse o indivíduo e não o estado, com uma construção moderada, mas bem definida, do que a sociedade aceita e o que não aceita.

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