Os pesos do Risco Fiscal e o Custo Brasil para a economia
Já o custo Brasil, ou seja, os aspectos (negativos) de se investir no Brasil. E nem sempre são exclusivamente financeiros, como a burocracia, o risco de assaltos, entre outros.
Em uma economia saudável (e liberal), ainda que o risco fiscal subisse por algum evento adverso, o custo do país, se fosse realmente liberal economicamente, seria algo que não atrapalharia em nada o investimento e, muito menos, atrapalharia a vida da população que viveria naquela nação.
Isso por si só, já evitaria que o risco fiscal fosse agravado, pois ainda que em crise, poderia valer a pena investir em tal país, no longo prazo, do que em outros com custo país mais elevado.
Já no Brasil... Vejamos:
- Crimes se alastrando cada vez mais;
- Violência também crescente;
- Fraudes;
- Golpes;
- Burocracia;
- Insegurança social;
- Insegurança jurídica em diversos temas;
- E muito mais.
Lembra que antes mencionei que, ainda que a parte fiscal do país estivesse ruim, o risco do país baixo ajudaria na tomada de decisão e facilitaria investimentos num país em que a estrutura fosse eficiente?
Então, no Brasil, em diversos aspectos, ele é extremamente ineficiente e antiquado.
Portanto... O risco fiscal fica muito mais agravado pelo custo Brasil.
Já pegou a visão desses dois pesos na inflação?
Não? Sim? Acho...?
Bom, vamos lá.
O risco fiscal, ou seja, os gastos do estado brasileiro, em face à arrecadação decadente, fazem com que os juros subam (ou fiquem altos), a fim de lutar contra a inflação.
E os preços do custo Brasil ficam cada vez mais elevados, criando automaticamente, desgastes e mais entraves desnecessários, numa situação de custos já elevados, população endividada, serviços essenciais prejudicados, além da qualidade e expectativa de vida, por vezes, comprometidas.
Esses fatores fazem com que eles alimentem a inflação, pois faz com que o preço de tudo suba bem mais do que devia, além da população consumir menos (ou consumir pagando mais, mas levando cada vez menos).
E essa defasagem crescente afasta investimentos e prejudica a produtividade, alimentando a inflação e flertando com a piora, à beira do abismo econômico.
Com isso, a inflação não cede, a não ser que ocorra uma mudança radical e estrutural no conceito do estado brasileiro e na máquina pública, começando pela redução custos para a população e gastos do governo. Além de incentivos a consumo da população e investimentos para geração de emprego, focando na produtividade.
Essas medidas não seriam, por si só, suficientes. Porém, seriam um começo. Uma simplificação tributária de fato e reforma administrativa focando em reduzir gastos e aumentar a produtividade, aliadas a outras mudanças como as descritas acima, poderiam ser um bom começo para baixar a inflacao, melhorar o custo e qualidade de vida da população - e certamente mudariam a percepção geral sobre o Brasil, podendo até direcioná-lo a um novo rumo, consideravelmente mais próspero.
Muito utópico? Talvez tanto quanto acreditar em Papai Noel!?
E será que o Brasil tem algo a ver com o Bom Velhinho?
A distribuição desenfreada de benesses para muitos?
Bom, sejam quais forem as possíveis semelhanças, o estado brasileiro não possui dinheiro ilimitado pra dar presentes infinitos. Tudo tem um custo e, no final, quem paga é sempre a população.
Perspectiva de melhora estrutural, no atual horizonte? Pela conjuntura política, seria mais fácil acreditar em Papai Noel.


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