Os pesos do Risco Fiscal e o Custo Brasil para a economia

 Conceitos intimamente interligados, ambos se retroalimentam ao longo das diversas nuances da estrutura econômica brasileira.


Enquanto o risco fiscal faz, por si só, que a inflação seja um vilão cada vez mais assustador, pois a alimenta com o preço de cada item sempre sendo elevado em demasia, com o passar do tempo.

Já o custo Brasil, ou seja, os aspectos (negativos) de se investir no Brasil. E nem sempre são exclusivamente financeiros, como a burocracia, o risco de assaltos, entre outros.


Em uma economia saudável (e liberal), ainda que o risco fiscal subisse por algum evento adverso, o custo do país, se fosse realmente liberal economicamente, seria algo que não atrapalharia em nada o investimento e, muito menos, atrapalharia a vida da população que viveria naquela nação.


Créditos da imagem: kschneider2991 - Pixabay

Isso por si só, já evitaria que o risco fiscal fosse agravado, pois ainda que em crise, poderia valer a pena investir em tal país, no longo prazo, do que em outros com custo país mais elevado.


Já no Brasil... Vejamos:


- Crimes se alastrando cada vez mais;

- Violência também crescente;

- Fraudes;

- Golpes;

- Burocracia;

- Insegurança social;

- Insegurança jurídica em diversos temas;

- E muito mais.


Lembra que antes mencionei que, ainda que a parte fiscal do país estivesse ruim, o risco do país baixo ajudaria na tomada de decisão e facilitaria investimentos num país em que a estrutura fosse eficiente?

Então, no Brasil, em diversos aspectos, ele é extremamente ineficiente e antiquado.


Portanto... O risco fiscal fica muito mais agravado pelo custo Brasil.


Já pegou a visão desses dois pesos na inflação?

Não? Sim? Acho...?


Bom, vamos lá.


O risco fiscal, ou seja, os gastos do estado brasileiro, em face à arrecadação decadente, fazem com que os juros subam (ou fiquem altos), a fim de lutar contra a inflação.

E os preços do custo Brasil ficam cada vez mais elevados, criando automaticamente, desgastes e mais entraves desnecessários, numa situação de custos já elevados, população endividada, serviços essenciais prejudicados, além da qualidade e expectativa de vida, por vezes, comprometidas.


Esses fatores fazem com que eles alimentem a inflação, pois faz com que o preço de tudo suba bem mais do que devia, além da população consumir menos (ou consumir pagando mais, mas levando cada vez menos).


E essa defasagem crescente afasta investimentos e prejudica a produtividade, alimentando a inflação e flertando com a piora, à beira do abismo econômico.


Créditos da imagem: stevepb - Pixabay

Com isso, a inflação não cede, a não ser que ocorra uma mudança radical e estrutural no conceito do estado brasileiro e na máquina pública, começando pela redução custos para a população e gastos do governo. Além de incentivos a consumo da população e investimentos para geração de emprego, focando na produtividade.


Essas medidas não seriam, por si só, suficientes. Porém, seriam um começo. Uma simplificação tributária de fato e reforma administrativa focando em reduzir gastos e aumentar a produtividade, aliadas a outras mudanças como as descritas acima, poderiam ser um bom começo para baixar a inflacao, melhorar o custo e qualidade de vida da população - e certamente mudariam a percepção geral sobre o Brasil, podendo até direcioná-lo a um novo rumo, consideravelmente mais próspero.


Muito utópico? Talvez tanto quanto acreditar em Papai Noel!?


E será que o Brasil tem algo a ver com o Bom Velhinho?

A distribuição desenfreada de benesses para muitos?


Bom, sejam quais forem as possíveis semelhanças, o estado brasileiro não possui dinheiro ilimitado pra dar presentes infinitos. Tudo tem um custo e, no final, quem paga é sempre a população.


Perspectiva de melhora estrutural, no atual horizonte? Pela conjuntura política, seria mais fácil acreditar em Papai Noel.

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